O Casamento Misto
Dentro de uma sociedade que prega a liberdade total de ações encontramos a Igreja numa situação não muito confortável, pós a mesma não pode andar de conformidade com o padrão vigente e imperante desta sociedade. Está situação torna-se evidente em alguns dilemas em que o povo de Deus envolver-se, este é caso do casamento misto ou jugo desigual.
Para podermos discorrer de forma lógica precisamos primeiramente esclarecer o que seria um casamento misto a principio podemos afirmar que se trata de um relacionamento pessoal e matrimonial de duas pessoas que não professam o mesmo credo, proveniente de religiões diferentes, aplicando esta definição de forma particular seria um relacionamento entre uma pessoa filha do pacto e uma gentil, ou seja, um cristão com um incrédulo. Com relação a isto existe motivo para tanto alarido? Ou polemica? Qual o mal que há entre duas pessoas se relacionarem, ou melhor um homem e uma mulher terem uma vida conjugal. Em geral não existe problema algum. Entretanto para aquilo que Deus estabeleceu como sendo o padrão de povo separado e santo há muitos problemas. Então passemos a analisar segundo esta perspectiva qual seja as implicações para o casamento misto.
No A.T. Deus ordena para que seu povo não se misture com os povos visinhos para a preservação da sua pureza e santidade isto encontramos em : Dn 2:43 “Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão pelo casamento; mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.”; Gn 6:2; Jz 2:6 “tomaram por mulheres as filhas deles, e deram as suas filhas aos filhos dos mesmos, e serviram aos seus deuses.”.
Chegando no N.T. observamos o mesmo padrão no qual o apostolo Paulo estabelece duras observações a qualquer possibilidade desta pratica vejamos II Cor. 6:14-18, pois segundo o texto não pode existir comunhão entre trevas e luz.
Com relação a tudo isto que já vimos podemos concluir o seguinte o que existe na verdade é uma carnalidade evidente dentro do povo de Deus que deveria ser santo porque para muitos, pouco importa a vida piedosa quando da escolha daquela pessoa que será parte integral da própria carne por isto é preciso repensar I Pd. 2:9 o que seja ser povo escolhido nação santa propriedade exclusiva de Deus.
Pr. Neilson José da Silva
Igreja Presbiteriana Fundamentalista em Tabira, fundada em 26 de julho de 1998, nasceu como uma pequena congregação iniciada por alguns missionários na cidade de Tabira - PE
O Templo do Senhor
15 anos batalhando pela fé que foi entregue aos santos.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
A Pena de Morte
Pena de Morte
Atualmente no meio evangélico certamente não existe um assunto que seja mais polemico do que a pena de morte, ou seja, a pena capital. Entretanto de onde provem está polemica? E porque ela é ocasionada? Isto nós tentaremos compreender em poucas palavras .
Tais polemicas são oriundas de diversos seguimentos da sociedade, mais claramente podemos identificar algumas instituições que sempre estão à frente dos manifestos e levantes pulares, tanto no Brasil como no mundo entre estas podemos salientar a Anistia Internacional a qual estar totalmente impregnada com os princípios humanistas os quais militam sem qualquer critério real valido de valorização da vida humana. Devido a isto podemos salientar que muita desta dita valorização é inconsistente ao valor restritivo da pena capital. Outra instituição que se coloca determinantemente contra a pena capital é justamente a Igreja Católica Romana outrora uma velha aliada da mesma a qual já fez uso indiscriminado da tal e hoje a rejeita como um marido que trai a esposa e ainda abandona e difama perante a sociedade.
Aqui chegamos a este ponto com as seguintes idéias: À Anistia Internacional não faz uso de nenhum critério absoluto, e a Igreja Católica Romana a muito anda errante, os protestantes o que pensam. É exatamente neste ponto em que reside o problema por terem uma regra absoluta e um Senhor imutável deveriam ter como resultado uma proposta coesa e exata, isto seria uma conclusão bastante querente. Entretanto não é isto que vemos, mas, sim o oposto, encontramos os protestantes em geral divididos no que diz respeito à pena capital, uns se colocam favoráveis, outros contras e muitos se negam a ter um posicionamento.
Agora surgi uma pergunta, porque ocorre essa divisão no que diz respeito à pena de morte?
Podemos concluir que tal divisão ocorre devido à falta de uma correta interpretação e aceitação dos padrões de justiça que a Palavra de Deus estabelece como regimento perpetuo. E aqueles que se colocam contra a pena capital levantam alguns argumentos tais como:
1- Vivemos na graça e não mais na lei.
2- A lei moral expressa não matarás.
3- Quando é tirada a vida de alguém estamos atentando contra a imagem de Deus.
Em relação aos argumentos supra citados podemos afirmar o seguinte.
1- A pena capital é anterior a própria lei e o decálogo (Gn. 9:6)
2- A lei moral não proíbe a pena capital e sim enfatiza a santidade da vida, ou seja, proíbe de forma objetiva o assassinato.
3- A vida para Deus é tão preciosa que se alguém tira outra, perderá a sua própria, por não estar tão só, atentando contra o seu semelhante e sim por atentar contra a imagem de Deus, é justamente para preservar a imagem de Deus que a pena capital foi instituída (Gn. 9:6).
Entretanto este direito da aplicação da pena capital não pertence ao individuo e sim ao governo legitimamente instituído (Rm. 13:1-4) como a própria palavra estabelece não há autoridade que não provem Deus.
Pr. Neilson José da Silva
Atualmente no meio evangélico certamente não existe um assunto que seja mais polemico do que a pena de morte, ou seja, a pena capital. Entretanto de onde provem está polemica? E porque ela é ocasionada? Isto nós tentaremos compreender em poucas palavras .
Tais polemicas são oriundas de diversos seguimentos da sociedade, mais claramente podemos identificar algumas instituições que sempre estão à frente dos manifestos e levantes pulares, tanto no Brasil como no mundo entre estas podemos salientar a Anistia Internacional a qual estar totalmente impregnada com os princípios humanistas os quais militam sem qualquer critério real valido de valorização da vida humana. Devido a isto podemos salientar que muita desta dita valorização é inconsistente ao valor restritivo da pena capital. Outra instituição que se coloca determinantemente contra a pena capital é justamente a Igreja Católica Romana outrora uma velha aliada da mesma a qual já fez uso indiscriminado da tal e hoje a rejeita como um marido que trai a esposa e ainda abandona e difama perante a sociedade.
Aqui chegamos a este ponto com as seguintes idéias: À Anistia Internacional não faz uso de nenhum critério absoluto, e a Igreja Católica Romana a muito anda errante, os protestantes o que pensam. É exatamente neste ponto em que reside o problema por terem uma regra absoluta e um Senhor imutável deveriam ter como resultado uma proposta coesa e exata, isto seria uma conclusão bastante querente. Entretanto não é isto que vemos, mas, sim o oposto, encontramos os protestantes em geral divididos no que diz respeito à pena capital, uns se colocam favoráveis, outros contras e muitos se negam a ter um posicionamento.
Agora surgi uma pergunta, porque ocorre essa divisão no que diz respeito à pena de morte?
Podemos concluir que tal divisão ocorre devido à falta de uma correta interpretação e aceitação dos padrões de justiça que a Palavra de Deus estabelece como regimento perpetuo. E aqueles que se colocam contra a pena capital levantam alguns argumentos tais como:
1- Vivemos na graça e não mais na lei.
2- A lei moral expressa não matarás.
3- Quando é tirada a vida de alguém estamos atentando contra a imagem de Deus.
Em relação aos argumentos supra citados podemos afirmar o seguinte.
1- A pena capital é anterior a própria lei e o decálogo (Gn. 9:6)
2- A lei moral não proíbe a pena capital e sim enfatiza a santidade da vida, ou seja, proíbe de forma objetiva o assassinato.
3- A vida para Deus é tão preciosa que se alguém tira outra, perderá a sua própria, por não estar tão só, atentando contra o seu semelhante e sim por atentar contra a imagem de Deus, é justamente para preservar a imagem de Deus que a pena capital foi instituída (Gn. 9:6).
Entretanto este direito da aplicação da pena capital não pertence ao individuo e sim ao governo legitimamente instituído (Rm. 13:1-4) como a própria palavra estabelece não há autoridade que não provem Deus.
Pr. Neilson José da Silva
Divocio na Bíblia
O DIVÓRCIO NA BÍBLIA
“O resumo de uma posição equilibrada sobre o assunto nos dirá que tudo deve ser feito para manter o
casamento”O divórcio tem sido uma das questões mais complexas da atualidade। Muita gente tem até receio de discutir o assunto abertamente – todavia, não se pode esquivar-se deste tema, que tem afetado a Igreja Evangélica। De um lado, os mais conservadores rejeitam o divórcio em toda e qualquer situação, mesmo nos casos de infidelidade conjugal। De outro, os liberais fazem uma releitura dos textos bíblicos que tratam da questão, sob a justificativa de que os tempos são outros e que ninguém deve ser obrigado a sofrer para sempre ao lado de quem não gosta। Diante de tanta polarização, é preciso lançar luz bíblica sobre a questão। Da perspectiva hermenêutica, deve-se ressaltar a importância do casamento registrada em Gênesis 2।18-24, na criação; e em de Deuteronômio 24।1-4, que fala da permissão para o divórcio. Todavia, a direção clara sobre o divórcio, em termos práticos, aparece, sem dúvida, no Novo Testamento. Como é bem conhecido, os textos dos evangelhos sinóticos que tratam do assunto são Mateus 5.31-32; Marcos 10.1-12; Lucas 16.16-18; e Mateus 19.1-12. Destes, o mais detalhado e significativo é aquele registrado por Mateus. Uma análise atenta do texto irá nos mostrar alguns fatos: *O divórcio era comum e fácil já nos dias de Jesus.*Cristo coloca o homem e a mulher em pé de igualdade. Entre os judeus, nenhuma mulher podia divorciar-se de seu marido. *Havia uma discussão entre os rabinos sobre o divórcio no tempo de Jesus. A questão era a interpretação das escolas de Hillel e de Shamai. A primeira aceitava o divórcio por “qualquer motivo”; a segunda, somente por “algo indecente” (ambos a partir da interpretação de Deuteronômio 24.1-4). Jesus posiciona-se do lado dos de Shamai, rejeitando a separação por “qualquer motivo” *Jesus procura mostrar que Deus está mais interessado no casamento do que no divórcio. Por isso, volta a atenção da discussão para a teologia do casamento na criação. Sua postura era clara: o casamento é monogâmico e deve durar por toda a vida.*É preciso dizer que a poligamia ainda era tolerada pelos judeus, pois o Antigo Testamento nunca a condenou.*O pecado praticado no divórcio, conforme Mateus 19, está relacionado com a quebra dos votos do casamento, isto é, a infidelidade.*A certidão dada pelo marido na ocasião da separação da mulher trazia uma frase que permitia a ela um novo casamento. Isso porque os judeus não incentivavam uma vida de solteiro.*Jesus corrige a teologia judaica, afirmando que a base teológica correta é “o princípio” e não “Moisés”. Aqui vemos o ideal cristão de restauração de todas as coisas conforme o princípio.*Como os judeus aceitavam a poligamia, especialmente no caso da escola de Hillel, o homem só adulterava se tomasse a mulher de outro homem.*A postura de Jesus tem a finalidade de proteger a mulher injustamente “despedida”.*Cristo afirmou inequivocamente que um divórcio não válido implica em adultério.Tudo indica que Jesus admite algum tipo divórcio ou de anulação do casamento em Mateus 19. O problema é o sentido de porneia, tradicionalmente traduzido por “prostituição”, cuja interpretação é de fato “imoralidade sexual”. A visão mais conservadora sugere que o termo se referia ao que acontecera antes do casamento – o marido descobria que a mulher não era virgem, e assim anulava o casamento. Outros até sugerem que a idéia fosse a de consangüinidade. A posição mais comum e mais fundamentada entende que Jesus se refere ao depois, isto é, se acontecesse alguma porneia. O termo não é literalmente adultério (moicheia), usado depois no texto. O significado da palavra é amplo e pode referir-se a qualquer tipo de imoralidade sexual. A comprovação dessa imoralidade permitia o divórcio sem culpa por parte do ofendido. Assim, o resumo de uma posição equilibrada sobre o assunto nos dirá que tudo deve ser feito para manter um casamento. Ainda que haja adultério, deve-se buscar restaurar o casal, a menos que isso seja impossível, se uma das partes insiste em viver na “imoralidade sexual”, o que pode englobar uma série de práticas como adultério, homossexualismo, bestialidade, incesto e pedofilia. Infelizmente, o divórcio é um remédio amargo que se toma para evitar viver em bigamia, poligamia e promiscuidade. Todavia, a questão se torna mais complicada diante de I Coríntios 7. A dificuldade é que o texto parece sugerir que a separação é até compreensível, mas o recasamento é inaceitável. É preciso ressaltar desde o início que o contexto é bem diferente do que vemos nos evangelhos. Em I Coríntios 7, o problema principal é o casamento misto. A pergunta que se fazia não era sobre adultério ou traição. A questão era: o convertido a Cristo deveria abandonar seu cônjuge pagão? Com base no versículo 1, parece que alguns cristãos não queriam ter relações íntimas com o cônjuge descrente. Além disso, é importante ressaltar que o casamento misto sempre foi condenado pelos judeus – tanto, que os filhos desses casamentos eram tidos como ilegítimos. O mesmo problema aparece aqui. Alguns cristãos achavam que deveriam separar-se do seu cônjuge pagão para que seus filhos fossem “santos”. Ao lidar com a questão, Paulo mostra-se muito prático. Uma razão para isso era que a lei romana era muito flexível e liberal para com o divórcio. Muitos simplesmente abandonavam o cônjuge. Ao chegarmos ao versículo 10, vemos que Paulo ordena que a mulher não se separe do marido. O texto refere-se à ordem de Jesus e aplica-se contextualmente. Tal orientação destina-se a mulheres crentes que achavam que deveriam deixar o marido descrente. Seguindo o ensino de Cristo, ela não poderia casar-se de novo, pois isso seria adultério, conforme Mateus 19.9. Aqui não houve porneia. No caso de imoralidade o divórcio foi permitido; no caso de um motivo injustificado, como o caso de um cônjuge pagão, o divórcio é proibido. Todavia, caso a convivência ficasse impossível, a separação era aceitável, mas não o recasamento. Assim, o cristão estava proibido de casar-se de novo. A questão parece ser diferente nos versos de 12 a 15. O texto fala agora de cristãos que poderiam ser abandonados pelos cônjuges descrentes. A ênfase é fazer o possível para continuar casado – mas, se o descrente resolvesse separar-se, o cristão não seria culpável (v.15). A dificuldade de interpretação no verso 15 é a frase “debaixo de servidão”. As sugestões são várias: a pessoa estaria livre da lei de Cristo (Mt 19) e poderia divorciar-se; a pessoa estaria livre para separar-se, mas não deveria escravizar-se a nenhum outro cônjuge; a pessoa estaria livre da escravidão do marido; a pessoa, isto é, a mulher estaria livre pela primeira vez para escolher o seu futuro. A frase parece indicar possibilidade de novo casamento, caso um dos parceiros fosse abandonado por um cônjuge descrente que definiu sua situação com outra pessoa. Finalizando, vale mencionar que a frase “chamou para a paz” parece indicar uma expressão rabínica que significaria “fazer justiça sem ser muito legalista”. Isso indicaria a flexibilidade de Paulo neste caso específico.
Luiz Sayão
Teólogo, hebraísta, escritos e tradutor da Bíblia. É também professor da Faculdade Batista de São Paulo, do Seminário Servo de Cristo e professor visitante do Gordon-Conwell Seminary.
Fonte: Revista Eclésia
“O resumo de uma posição equilibrada sobre o assunto nos dirá que tudo deve ser feito para manter o
Luiz Sayão
Teólogo, hebraísta, escritos e tradutor da Bíblia. É também professor da Faculdade Batista de São Paulo, do Seminário Servo de Cristo e professor visitante do Gordon-Conwell Seminary.
Fonte: Revista Eclésia
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