O Casamento Misto
Dentro de uma sociedade que prega a liberdade total de ações encontramos a Igreja numa situação não muito confortável, pós a mesma não pode andar de conformidade com o padrão vigente e imperante desta sociedade. Está situação torna-se evidente em alguns dilemas em que o povo de Deus envolver-se, este é caso do casamento misto ou jugo desigual.
Para podermos discorrer de forma lógica precisamos primeiramente esclarecer o que seria um casamento misto a principio podemos afirmar que se trata de um relacionamento pessoal e matrimonial de duas pessoas que não professam o mesmo credo, proveniente de religiões diferentes, aplicando esta definição de forma particular seria um relacionamento entre uma pessoa filha do pacto e uma gentil, ou seja, um cristão com um incrédulo. Com relação a isto existe motivo para tanto alarido? Ou polemica? Qual o mal que há entre duas pessoas se relacionarem, ou melhor um homem e uma mulher terem uma vida conjugal. Em geral não existe problema algum. Entretanto para aquilo que Deus estabeleceu como sendo o padrão de povo separado e santo há muitos problemas. Então passemos a analisar segundo esta perspectiva qual seja as implicações para o casamento misto.
No A.T. Deus ordena para que seu povo não se misture com os povos visinhos para a preservação da sua pureza e santidade isto encontramos em : Dn 2:43 “Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão pelo casamento; mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.”; Gn 6:2; Jz 2:6 “tomaram por mulheres as filhas deles, e deram as suas filhas aos filhos dos mesmos, e serviram aos seus deuses.”.
Chegando no N.T. observamos o mesmo padrão no qual o apostolo Paulo estabelece duras observações a qualquer possibilidade desta pratica vejamos II Cor. 6:14-18, pois segundo o texto não pode existir comunhão entre trevas e luz.
Com relação a tudo isto que já vimos podemos concluir o seguinte o que existe na verdade é uma carnalidade evidente dentro do povo de Deus que deveria ser santo porque para muitos, pouco importa a vida piedosa quando da escolha daquela pessoa que será parte integral da própria carne por isto é preciso repensar I Pd. 2:9 o que seja ser povo escolhido nação santa propriedade exclusiva de Deus.
Pr. Neilson José da Silva
Igreja Presbiteriana Fundamentalista em Tabira, fundada em 26 de julho de 1998, nasceu como uma pequena congregação iniciada por alguns missionários na cidade de Tabira - PE
O Templo do Senhor
15 anos batalhando pela fé que foi entregue aos santos.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
A Pena de Morte
Pena de Morte
Atualmente no meio evangélico certamente não existe um assunto que seja mais polemico do que a pena de morte, ou seja, a pena capital. Entretanto de onde provem está polemica? E porque ela é ocasionada? Isto nós tentaremos compreender em poucas palavras .
Tais polemicas são oriundas de diversos seguimentos da sociedade, mais claramente podemos identificar algumas instituições que sempre estão à frente dos manifestos e levantes pulares, tanto no Brasil como no mundo entre estas podemos salientar a Anistia Internacional a qual estar totalmente impregnada com os princípios humanistas os quais militam sem qualquer critério real valido de valorização da vida humana. Devido a isto podemos salientar que muita desta dita valorização é inconsistente ao valor restritivo da pena capital. Outra instituição que se coloca determinantemente contra a pena capital é justamente a Igreja Católica Romana outrora uma velha aliada da mesma a qual já fez uso indiscriminado da tal e hoje a rejeita como um marido que trai a esposa e ainda abandona e difama perante a sociedade.
Aqui chegamos a este ponto com as seguintes idéias: À Anistia Internacional não faz uso de nenhum critério absoluto, e a Igreja Católica Romana a muito anda errante, os protestantes o que pensam. É exatamente neste ponto em que reside o problema por terem uma regra absoluta e um Senhor imutável deveriam ter como resultado uma proposta coesa e exata, isto seria uma conclusão bastante querente. Entretanto não é isto que vemos, mas, sim o oposto, encontramos os protestantes em geral divididos no que diz respeito à pena capital, uns se colocam favoráveis, outros contras e muitos se negam a ter um posicionamento.
Agora surgi uma pergunta, porque ocorre essa divisão no que diz respeito à pena de morte?
Podemos concluir que tal divisão ocorre devido à falta de uma correta interpretação e aceitação dos padrões de justiça que a Palavra de Deus estabelece como regimento perpetuo. E aqueles que se colocam contra a pena capital levantam alguns argumentos tais como:
1- Vivemos na graça e não mais na lei.
2- A lei moral expressa não matarás.
3- Quando é tirada a vida de alguém estamos atentando contra a imagem de Deus.
Em relação aos argumentos supra citados podemos afirmar o seguinte.
1- A pena capital é anterior a própria lei e o decálogo (Gn. 9:6)
2- A lei moral não proíbe a pena capital e sim enfatiza a santidade da vida, ou seja, proíbe de forma objetiva o assassinato.
3- A vida para Deus é tão preciosa que se alguém tira outra, perderá a sua própria, por não estar tão só, atentando contra o seu semelhante e sim por atentar contra a imagem de Deus, é justamente para preservar a imagem de Deus que a pena capital foi instituída (Gn. 9:6).
Entretanto este direito da aplicação da pena capital não pertence ao individuo e sim ao governo legitimamente instituído (Rm. 13:1-4) como a própria palavra estabelece não há autoridade que não provem Deus.
Pr. Neilson José da Silva
Atualmente no meio evangélico certamente não existe um assunto que seja mais polemico do que a pena de morte, ou seja, a pena capital. Entretanto de onde provem está polemica? E porque ela é ocasionada? Isto nós tentaremos compreender em poucas palavras .
Tais polemicas são oriundas de diversos seguimentos da sociedade, mais claramente podemos identificar algumas instituições que sempre estão à frente dos manifestos e levantes pulares, tanto no Brasil como no mundo entre estas podemos salientar a Anistia Internacional a qual estar totalmente impregnada com os princípios humanistas os quais militam sem qualquer critério real valido de valorização da vida humana. Devido a isto podemos salientar que muita desta dita valorização é inconsistente ao valor restritivo da pena capital. Outra instituição que se coloca determinantemente contra a pena capital é justamente a Igreja Católica Romana outrora uma velha aliada da mesma a qual já fez uso indiscriminado da tal e hoje a rejeita como um marido que trai a esposa e ainda abandona e difama perante a sociedade.
Aqui chegamos a este ponto com as seguintes idéias: À Anistia Internacional não faz uso de nenhum critério absoluto, e a Igreja Católica Romana a muito anda errante, os protestantes o que pensam. É exatamente neste ponto em que reside o problema por terem uma regra absoluta e um Senhor imutável deveriam ter como resultado uma proposta coesa e exata, isto seria uma conclusão bastante querente. Entretanto não é isto que vemos, mas, sim o oposto, encontramos os protestantes em geral divididos no que diz respeito à pena capital, uns se colocam favoráveis, outros contras e muitos se negam a ter um posicionamento.
Agora surgi uma pergunta, porque ocorre essa divisão no que diz respeito à pena de morte?
Podemos concluir que tal divisão ocorre devido à falta de uma correta interpretação e aceitação dos padrões de justiça que a Palavra de Deus estabelece como regimento perpetuo. E aqueles que se colocam contra a pena capital levantam alguns argumentos tais como:
1- Vivemos na graça e não mais na lei.
2- A lei moral expressa não matarás.
3- Quando é tirada a vida de alguém estamos atentando contra a imagem de Deus.
Em relação aos argumentos supra citados podemos afirmar o seguinte.
1- A pena capital é anterior a própria lei e o decálogo (Gn. 9:6)
2- A lei moral não proíbe a pena capital e sim enfatiza a santidade da vida, ou seja, proíbe de forma objetiva o assassinato.
3- A vida para Deus é tão preciosa que se alguém tira outra, perderá a sua própria, por não estar tão só, atentando contra o seu semelhante e sim por atentar contra a imagem de Deus, é justamente para preservar a imagem de Deus que a pena capital foi instituída (Gn. 9:6).
Entretanto este direito da aplicação da pena capital não pertence ao individuo e sim ao governo legitimamente instituído (Rm. 13:1-4) como a própria palavra estabelece não há autoridade que não provem Deus.
Pr. Neilson José da Silva
Divocio na Bíblia
O DIVÓRCIO NA BÍBLIA
“O resumo de uma posição equilibrada sobre o assunto nos dirá que tudo deve ser feito para manter o
casamento”O divórcio tem sido uma das questões mais complexas da atualidade। Muita gente tem até receio de discutir o assunto abertamente – todavia, não se pode esquivar-se deste tema, que tem afetado a Igreja Evangélica। De um lado, os mais conservadores rejeitam o divórcio em toda e qualquer situação, mesmo nos casos de infidelidade conjugal। De outro, os liberais fazem uma releitura dos textos bíblicos que tratam da questão, sob a justificativa de que os tempos são outros e que ninguém deve ser obrigado a sofrer para sempre ao lado de quem não gosta। Diante de tanta polarização, é preciso lançar luz bíblica sobre a questão। Da perspectiva hermenêutica, deve-se ressaltar a importância do casamento registrada em Gênesis 2।18-24, na criação; e em de Deuteronômio 24।1-4, que fala da permissão para o divórcio. Todavia, a direção clara sobre o divórcio, em termos práticos, aparece, sem dúvida, no Novo Testamento. Como é bem conhecido, os textos dos evangelhos sinóticos que tratam do assunto são Mateus 5.31-32; Marcos 10.1-12; Lucas 16.16-18; e Mateus 19.1-12. Destes, o mais detalhado e significativo é aquele registrado por Mateus. Uma análise atenta do texto irá nos mostrar alguns fatos: *O divórcio era comum e fácil já nos dias de Jesus.*Cristo coloca o homem e a mulher em pé de igualdade. Entre os judeus, nenhuma mulher podia divorciar-se de seu marido. *Havia uma discussão entre os rabinos sobre o divórcio no tempo de Jesus. A questão era a interpretação das escolas de Hillel e de Shamai. A primeira aceitava o divórcio por “qualquer motivo”; a segunda, somente por “algo indecente” (ambos a partir da interpretação de Deuteronômio 24.1-4). Jesus posiciona-se do lado dos de Shamai, rejeitando a separação por “qualquer motivo” *Jesus procura mostrar que Deus está mais interessado no casamento do que no divórcio. Por isso, volta a atenção da discussão para a teologia do casamento na criação. Sua postura era clara: o casamento é monogâmico e deve durar por toda a vida.*É preciso dizer que a poligamia ainda era tolerada pelos judeus, pois o Antigo Testamento nunca a condenou.*O pecado praticado no divórcio, conforme Mateus 19, está relacionado com a quebra dos votos do casamento, isto é, a infidelidade.*A certidão dada pelo marido na ocasião da separação da mulher trazia uma frase que permitia a ela um novo casamento. Isso porque os judeus não incentivavam uma vida de solteiro.*Jesus corrige a teologia judaica, afirmando que a base teológica correta é “o princípio” e não “Moisés”. Aqui vemos o ideal cristão de restauração de todas as coisas conforme o princípio.*Como os judeus aceitavam a poligamia, especialmente no caso da escola de Hillel, o homem só adulterava se tomasse a mulher de outro homem.*A postura de Jesus tem a finalidade de proteger a mulher injustamente “despedida”.*Cristo afirmou inequivocamente que um divórcio não válido implica em adultério.Tudo indica que Jesus admite algum tipo divórcio ou de anulação do casamento em Mateus 19. O problema é o sentido de porneia, tradicionalmente traduzido por “prostituição”, cuja interpretação é de fato “imoralidade sexual”. A visão mais conservadora sugere que o termo se referia ao que acontecera antes do casamento – o marido descobria que a mulher não era virgem, e assim anulava o casamento. Outros até sugerem que a idéia fosse a de consangüinidade. A posição mais comum e mais fundamentada entende que Jesus se refere ao depois, isto é, se acontecesse alguma porneia. O termo não é literalmente adultério (moicheia), usado depois no texto. O significado da palavra é amplo e pode referir-se a qualquer tipo de imoralidade sexual. A comprovação dessa imoralidade permitia o divórcio sem culpa por parte do ofendido. Assim, o resumo de uma posição equilibrada sobre o assunto nos dirá que tudo deve ser feito para manter um casamento. Ainda que haja adultério, deve-se buscar restaurar o casal, a menos que isso seja impossível, se uma das partes insiste em viver na “imoralidade sexual”, o que pode englobar uma série de práticas como adultério, homossexualismo, bestialidade, incesto e pedofilia. Infelizmente, o divórcio é um remédio amargo que se toma para evitar viver em bigamia, poligamia e promiscuidade. Todavia, a questão se torna mais complicada diante de I Coríntios 7. A dificuldade é que o texto parece sugerir que a separação é até compreensível, mas o recasamento é inaceitável. É preciso ressaltar desde o início que o contexto é bem diferente do que vemos nos evangelhos. Em I Coríntios 7, o problema principal é o casamento misto. A pergunta que se fazia não era sobre adultério ou traição. A questão era: o convertido a Cristo deveria abandonar seu cônjuge pagão? Com base no versículo 1, parece que alguns cristãos não queriam ter relações íntimas com o cônjuge descrente. Além disso, é importante ressaltar que o casamento misto sempre foi condenado pelos judeus – tanto, que os filhos desses casamentos eram tidos como ilegítimos. O mesmo problema aparece aqui. Alguns cristãos achavam que deveriam separar-se do seu cônjuge pagão para que seus filhos fossem “santos”. Ao lidar com a questão, Paulo mostra-se muito prático. Uma razão para isso era que a lei romana era muito flexível e liberal para com o divórcio. Muitos simplesmente abandonavam o cônjuge. Ao chegarmos ao versículo 10, vemos que Paulo ordena que a mulher não se separe do marido. O texto refere-se à ordem de Jesus e aplica-se contextualmente. Tal orientação destina-se a mulheres crentes que achavam que deveriam deixar o marido descrente. Seguindo o ensino de Cristo, ela não poderia casar-se de novo, pois isso seria adultério, conforme Mateus 19.9. Aqui não houve porneia. No caso de imoralidade o divórcio foi permitido; no caso de um motivo injustificado, como o caso de um cônjuge pagão, o divórcio é proibido. Todavia, caso a convivência ficasse impossível, a separação era aceitável, mas não o recasamento. Assim, o cristão estava proibido de casar-se de novo. A questão parece ser diferente nos versos de 12 a 15. O texto fala agora de cristãos que poderiam ser abandonados pelos cônjuges descrentes. A ênfase é fazer o possível para continuar casado – mas, se o descrente resolvesse separar-se, o cristão não seria culpável (v.15). A dificuldade de interpretação no verso 15 é a frase “debaixo de servidão”. As sugestões são várias: a pessoa estaria livre da lei de Cristo (Mt 19) e poderia divorciar-se; a pessoa estaria livre para separar-se, mas não deveria escravizar-se a nenhum outro cônjuge; a pessoa estaria livre da escravidão do marido; a pessoa, isto é, a mulher estaria livre pela primeira vez para escolher o seu futuro. A frase parece indicar possibilidade de novo casamento, caso um dos parceiros fosse abandonado por um cônjuge descrente que definiu sua situação com outra pessoa. Finalizando, vale mencionar que a frase “chamou para a paz” parece indicar uma expressão rabínica que significaria “fazer justiça sem ser muito legalista”. Isso indicaria a flexibilidade de Paulo neste caso específico.
Luiz Sayão
Teólogo, hebraísta, escritos e tradutor da Bíblia. É também professor da Faculdade Batista de São Paulo, do Seminário Servo de Cristo e professor visitante do Gordon-Conwell Seminary.
Fonte: Revista Eclésia
“O resumo de uma posição equilibrada sobre o assunto nos dirá que tudo deve ser feito para manter o
Luiz Sayão
Teólogo, hebraísta, escritos e tradutor da Bíblia. É também professor da Faculdade Batista de São Paulo, do Seminário Servo de Cristo e professor visitante do Gordon-Conwell Seminary.
Fonte: Revista Eclésia
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
O que é Fundamentalismo
O que é Fundamentalismo?
Fundamentalismo se refere a fundamento, alicerce, base, sustentáculo. Normalmente quando este termo é utilizado a idéia a que se reporta é a de ortodoxia, de tradicional, de invariabilidade, de fundamental.
No contexto, ou âmbito, religioso, a origem deste conceito parece ter se perdido no tempo. Porém, um razoável referencial histórico parece remontar ao final do século XIX e início do século XX quando uma corrente filosófica chamada de Modernismo parecia querer desafiar a ortodoxia cristã, ou, pelo menos, procurar conciliá-la com as novas idéias e com os novos pensamentos oriundos de uma mescla de Darwinismo e de um nouveau Racionalismo, este último, por sua vez, derivado do Iluminismo europeu do século XVIII. Esta nova onda de Racionalismo do início do século XX foi a promotora de uma forte eclosão de idéias formadoras de uma outra corrente filosófica, mais radical e agressiva, conhecida como Secularismo. Segundo este último, a existência deve buscar um mínimo de, ou nenhuma, referência em Deus e no sobrenatural a fim de explicá-la. Finalmente, derivado do Secularismo, um outro, e ainda mais agressivo, pensamento filosófico surgiu, sendo chamado de Humanismo Secular, segundo o qual todos os aspectos dogmáticos da religião devem ser evitados.
Foi, precisamente, contra o Modernismo do início do século XX, promotor e facilitador do Ateísmo, que a Igreja Cristã Evangélica norte-americana se levantou a fim de defender o pensamento Cristão. Este movimento Cristão reivindicava, e reivindica, uma inabalável aderência às Escrituras Sagradas, a Bíblia, como o referencial central e insubstituível para a vida dos Cristãos. Este posicionamento resiste à todas as formas de críticas à Bíblia, reafirmando a infalibilidade e inerrância das Sagradas Escrituras. A este movimento Cristão deu-se o nome de Fundamentalismo.
Alguns dos tópicos mais frequentemente defendidos pelo Fundamentalismo Cristão são:
1-A infalibilidade e inerrância das Escrituras Sagradas, a Bíblia.
2-A Divindade de Jesus Cristo.
3-O nascimento virginal de Cristo.
4-A morte e a ressurreição de Jesus Cristo a fim de salvar a humanidade.
5-A segunda vinda de Cristo.
6-A Criação em seis dias literais, segundo o relato bíblico.
7-A Salvação eterna dos cristãos e a condenação eterna dos não cristãos.
Basicamente é esta a definição do Fundamentalismo Cristão, uma simples resposta às múltiplas tentativas de desacreditar a Bíblia e de contaminar a doutrina cristã com idéias e conceitos anti-bíblicos (Evolucionismo, Relativismo, Humanismo Secular, etc.)
Acepções do termo Fundamentalismo que nada têm a ver com os Cristãos.
Alienação
Este é um sentido pejorativo emprestado ao termo Fundamentalismo e que se refere a um falso posicionamento anti-científico do qual os Cristãos Fundamentalistas são frequentemente acusados. O âmago desta acusação diz respeito à resistência que nós Cristãos fazemos contra as asseverações de que a Bíblia possuiria erros e inexatidões, o que comprometeria, segundo os tais críticos, a divindade de sua autoria. Neste ponto o posicionamento cristão deve ser muito firme, pois está se difundindo um movimento crítico, blasfemo e ultrajante o qual assevera que o Senhor Jesus Cristo não teria existido. Há ainda outro movimento que assevera que Jesus Cristo não seria como a Bíblia o apresenta, mas seria um Cristo "diferente". Diante disso podemos, firmemente, citar as Escrituras:
"Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre." Hebreus 13:8
Preconceito
Esta talvez seja a mais desonesta e maliciosa acusação que sofremos por parte de indivíduos completamente mal intencionados. Se somos fiéis aos Escritos Bíblicos, e somos, isto não significa que sejamos preconceituosos, intolerantes ou até mesmo racistas como alguns, mentindo, nos acusam. Ser e estar fiel ao que a Bíblia afirma significa, literalmente, remar contra a maré de um mundo corrompido por toda sorte de injustiças e de perversidades. Não é, pois, de se admirar que pessoas com o coração infectado pelas paixões da atual Sodoma se levantem contra nós e nos acusem, e o fazem porque estranham que não concorramos com eles na concordância e na anuência da devassidão deste mundo. Novamente convém citar as Escrituras:
"Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós." Mateus 5:11
Islamismo
Este é um ponto gravíssimo de toda esta questão, pois é evidente o esforço que muitos inimigos e opositores do Evangelho têm feito no sentido de, falsamente, associar os Cristãos ao chamado Fundamentalismo Islâmico. E este esforço não consegue esconder a real intenção por detrás destas falsas acusações: o ódio e a perseguição contra os Cristãos.
Nada temos a ver com o Islamismo e muito menos com seus movimentos extremistas, como a Al-Fatah, o Hezbollah, a Jihad Islâmica ou a Intifada, todas estas manifestações políticas, militares, ultra-radicais e fortemente beligerantes fundamentadas em conceitos frutos de interpretações do Alcorão, um livro oposto à Bíblia e fortemente anticristão. Em que pese o reconhecimento de que tem havido maliciosas e desonestas intenções de utilizar o Alcorão com finalidades políticas e militares, o fato é que tais escritos suportam este tipo de atitude. É o próprio Alcorão e o Islamismo o responsável pela péssima fama desta religião árabe, haja visto os exemplos nefastos de regimes falsamente teocráticos, ditatoriais e sanguinários, como os regimes do Irã do Aiatolá Komeini, do Iraque de Saddam Hussein e do Afeganistão dos Taliban nos quais o povo os reconhecia como sendo porta-vozes balizados no Alcorão, ainda que tal afirmação não poderia se aplicar a uma maioria absoluta de árabes. E estas citações sem falar na atual onda de terrorismo internacional de organizações ultra-direitistas e fanáticas como a Al Qaeda de Osama Bin Laden.
Esta é uma abordagem bem simples da questão.
--
Dr Leadnet
Fundamentalismo se refere a fundamento, alicerce, base, sustentáculo. Normalmente quando este termo é utilizado a idéia a que se reporta é a de ortodoxia, de tradicional, de invariabilidade, de fundamental.
No contexto, ou âmbito, religioso, a origem deste conceito parece ter se perdido no tempo. Porém, um razoável referencial histórico parece remontar ao final do século XIX e início do século XX quando uma corrente filosófica chamada de Modernismo parecia querer desafiar a ortodoxia cristã, ou, pelo menos, procurar conciliá-la com as novas idéias e com os novos pensamentos oriundos de uma mescla de Darwinismo e de um nouveau Racionalismo, este último, por sua vez, derivado do Iluminismo europeu do século XVIII. Esta nova onda de Racionalismo do início do século XX foi a promotora de uma forte eclosão de idéias formadoras de uma outra corrente filosófica, mais radical e agressiva, conhecida como Secularismo. Segundo este último, a existência deve buscar um mínimo de, ou nenhuma, referência em Deus e no sobrenatural a fim de explicá-la. Finalmente, derivado do Secularismo, um outro, e ainda mais agressivo, pensamento filosófico surgiu, sendo chamado de Humanismo Secular, segundo o qual todos os aspectos dogmáticos da religião devem ser evitados.
Foi, precisamente, contra o Modernismo do início do século XX, promotor e facilitador do Ateísmo, que a Igreja Cristã Evangélica norte-americana se levantou a fim de defender o pensamento Cristão. Este movimento Cristão reivindicava, e reivindica, uma inabalável aderência às Escrituras Sagradas, a Bíblia, como o referencial central e insubstituível para a vida dos Cristãos. Este posicionamento resiste à todas as formas de críticas à Bíblia, reafirmando a infalibilidade e inerrância das Sagradas Escrituras. A este movimento Cristão deu-se o nome de Fundamentalismo.
Alguns dos tópicos mais frequentemente defendidos pelo Fundamentalismo Cristão são:
1-A infalibilidade e inerrância das Escrituras Sagradas, a Bíblia.
2-A Divindade de Jesus Cristo.
3-O nascimento virginal de Cristo.
4-A morte e a ressurreição de Jesus Cristo a fim de salvar a humanidade.
5-A segunda vinda de Cristo.
6-A Criação em seis dias literais, segundo o relato bíblico.
7-A Salvação eterna dos cristãos e a condenação eterna dos não cristãos.
Basicamente é esta a definição do Fundamentalismo Cristão, uma simples resposta às múltiplas tentativas de desacreditar a Bíblia e de contaminar a doutrina cristã com idéias e conceitos anti-bíblicos (Evolucionismo, Relativismo, Humanismo Secular, etc.)
Acepções do termo Fundamentalismo que nada têm a ver com os Cristãos.
Alienação
Este é um sentido pejorativo emprestado ao termo Fundamentalismo e que se refere a um falso posicionamento anti-científico do qual os Cristãos Fundamentalistas são frequentemente acusados. O âmago desta acusação diz respeito à resistência que nós Cristãos fazemos contra as asseverações de que a Bíblia possuiria erros e inexatidões, o que comprometeria, segundo os tais críticos, a divindade de sua autoria. Neste ponto o posicionamento cristão deve ser muito firme, pois está se difundindo um movimento crítico, blasfemo e ultrajante o qual assevera que o Senhor Jesus Cristo não teria existido. Há ainda outro movimento que assevera que Jesus Cristo não seria como a Bíblia o apresenta, mas seria um Cristo "diferente". Diante disso podemos, firmemente, citar as Escrituras:
"Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre." Hebreus 13:8
Preconceito
Esta talvez seja a mais desonesta e maliciosa acusação que sofremos por parte de indivíduos completamente mal intencionados. Se somos fiéis aos Escritos Bíblicos, e somos, isto não significa que sejamos preconceituosos, intolerantes ou até mesmo racistas como alguns, mentindo, nos acusam. Ser e estar fiel ao que a Bíblia afirma significa, literalmente, remar contra a maré de um mundo corrompido por toda sorte de injustiças e de perversidades. Não é, pois, de se admirar que pessoas com o coração infectado pelas paixões da atual Sodoma se levantem contra nós e nos acusem, e o fazem porque estranham que não concorramos com eles na concordância e na anuência da devassidão deste mundo. Novamente convém citar as Escrituras:
"Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós." Mateus 5:11
Islamismo
Este é um ponto gravíssimo de toda esta questão, pois é evidente o esforço que muitos inimigos e opositores do Evangelho têm feito no sentido de, falsamente, associar os Cristãos ao chamado Fundamentalismo Islâmico. E este esforço não consegue esconder a real intenção por detrás destas falsas acusações: o ódio e a perseguição contra os Cristãos.
Nada temos a ver com o Islamismo e muito menos com seus movimentos extremistas, como a Al-Fatah, o Hezbollah, a Jihad Islâmica ou a Intifada, todas estas manifestações políticas, militares, ultra-radicais e fortemente beligerantes fundamentadas em conceitos frutos de interpretações do Alcorão, um livro oposto à Bíblia e fortemente anticristão. Em que pese o reconhecimento de que tem havido maliciosas e desonestas intenções de utilizar o Alcorão com finalidades políticas e militares, o fato é que tais escritos suportam este tipo de atitude. É o próprio Alcorão e o Islamismo o responsável pela péssima fama desta religião árabe, haja visto os exemplos nefastos de regimes falsamente teocráticos, ditatoriais e sanguinários, como os regimes do Irã do Aiatolá Komeini, do Iraque de Saddam Hussein e do Afeganistão dos Taliban nos quais o povo os reconhecia como sendo porta-vozes balizados no Alcorão, ainda que tal afirmação não poderia se aplicar a uma maioria absoluta de árabes. E estas citações sem falar na atual onda de terrorismo internacional de organizações ultra-direitistas e fanáticas como a Al Qaeda de Osama Bin Laden.
Esta é uma abordagem bem simples da questão.
--
Dr Leadnet
A Decadência da Igreja Medieval
A Decadência da Igreja Medieval
I) As fases da igreja medieval
- Expansão
- Idade das Trevas
- Apogeu do papado
- Decadência do papado
II) A Igreja na Idade das Trevas
Causas da decadência:
- oficialização da Igreja pelo Estado Romano
- método “missionário” da Igreja
- declínio da hegemonia romana e aumento do domínio dos bárbaros
- aumento do “paganismo interno” no seio da Igreja
Situação da Igreja:
a) Decadência moral do clero:
Como exemplo o retrato da igreja francesa do séc VIII (fonte: R. H. Nichols)
- a maioria dos sacerdotes eram escravos ou criminosos foragidos
- os bispados eram propriedades privadas dos sacerdotes e eram negociados sem restrições
- o arcebispo de Ruão (França) não sabia ler
- o clero vivia as voltas com embriaguez e adultério
- ignorância e abandono das funções eclesiásticas eram freqüentes
- a simonia era a forma regular de entrar para a Igreja, e para tal haviam tabelas fixas
- os papas faziam toda sorte de conchavos políticos e criminosos para obter e manter o poder
- os imperadores depunham e coroavam papas segundo suas conveniências
- os mosteiros, quase sempre em menor grau, também estavam moralmente corrompidos
b) A decadência moral do povo:
- ignorância, pelo povo, dos preceitos do cristianismo bíblico (2Tm 3.16)
- falta de mudança de vida (conversão) pela maioria dos cristãos
- moral extremamente baixa entre o povo (depravação natural)
- auto grau de superstição, maldade e miséria na sociedade (paganismo)
- guerras e violência social
c) O culto e a religião popular:
- o paganismo cristão ou mitologia cristã domina o culto e a religiosidade do povo
- culto aos santos e a Maria (latria - dulia - hiperdulia)
- culto supersticioso e fetichista (festas santas, peregrinações, relíquias, a missa)
- religião do medo como no paganismo (animismo, espiritismo, magia)
A Igreja no final da idade média
a) Decadência do papado:
- surgimento do espírito nacionalista nos reinos da Europa
(França - Inglaterra e povos germânicos)
- Bonifácio VIII, em litígio com o rei da Inglaterra e França por questões de impostos, excomunga Felipe (França) e é preso por este rei, sem receber nenhum auxílio (1303)
- O “Cativeiro Babilônico da Igreja”. Em 1309 o papa, fugindo de Roma que fora invadida, estabelece seu trono eclesiástico em Avinhão, França, ficando assim sob a proteção e tutela do rei da França até 1377
- O “Grande Cisma do Papado”.
- 1377 o papa Gregório XI volta à Roma
- 1378 morre Gregório XI assume um papa em Roma e outro em Avinhão (30 anos)
- 1409 - O Concílio de Pisa escolhe um papa único mais os outros dois recusam-se a renunciar e a Igreja fica agora com três papas
- 1504 - O concílio de Constança elege, Martinho V papa único da Igreja
b) A Renascença como movimento de preparação da Reforma:
- Renascimento: séc. XIV, XV e XVI (especialmente depois da 2a 1/2 do séc XV)
Despertar racional de todas as faculdades da natureza humana
- grandes descobrimentos marítimos
- avanços na geografia física
- avanços na astronomia (Copérnico)
- valorização das ciências naturais
- invenção da imprensa (Gutemberg - 1450)
- mercantilismo colonial em substituição do sistema feudal de produção
- transformações políticas na sociedade européia
- retorno à cultura grego-romana e à filosofia clássica
- profundas transformações nas artes plásticas e literatura
- redescoberta do Novo Testamento grego
- o humanismo
Fonte principal:
História da Igreja Cristã - R. H. Nichols
Editora Cultura Cristã - 11a edição, São Paulo, 2000
Adaptado pelo
Rev. João Paulo
I) As fases da igreja medieval
- Expansão
- Idade das Trevas
- Apogeu do papado
- Decadência do papado
II) A Igreja na Idade das Trevas
Causas da decadência:
- oficialização da Igreja pelo Estado Romano
- método “missionário” da Igreja
- declínio da hegemonia romana e aumento do domínio dos bárbaros
- aumento do “paganismo interno” no seio da Igreja
Situação da Igreja:
a) Decadência moral do clero:
Como exemplo o retrato da igreja francesa do séc VIII (fonte: R. H. Nichols)
- a maioria dos sacerdotes eram escravos ou criminosos foragidos
- os bispados eram propriedades privadas dos sacerdotes e eram negociados sem restrições
- o arcebispo de Ruão (França) não sabia ler
- o clero vivia as voltas com embriaguez e adultério
- ignorância e abandono das funções eclesiásticas eram freqüentes
- a simonia era a forma regular de entrar para a Igreja, e para tal haviam tabelas fixas
- os papas faziam toda sorte de conchavos políticos e criminosos para obter e manter o poder
- os imperadores depunham e coroavam papas segundo suas conveniências
- os mosteiros, quase sempre em menor grau, também estavam moralmente corrompidos
b) A decadência moral do povo:
- ignorância, pelo povo, dos preceitos do cristianismo bíblico (2Tm 3.16)
- falta de mudança de vida (conversão) pela maioria dos cristãos
- moral extremamente baixa entre o povo (depravação natural)
- auto grau de superstição, maldade e miséria na sociedade (paganismo)
- guerras e violência social
c) O culto e a religião popular:
- o paganismo cristão ou mitologia cristã domina o culto e a religiosidade do povo
- culto aos santos e a Maria (latria - dulia - hiperdulia)
- culto supersticioso e fetichista (festas santas, peregrinações, relíquias, a missa)
- religião do medo como no paganismo (animismo, espiritismo, magia)
A Igreja no final da idade média
a) Decadência do papado:
- surgimento do espírito nacionalista nos reinos da Europa
(França - Inglaterra e povos germânicos)
- Bonifácio VIII, em litígio com o rei da Inglaterra e França por questões de impostos, excomunga Felipe (França) e é preso por este rei, sem receber nenhum auxílio (1303)
- O “Cativeiro Babilônico da Igreja”. Em 1309 o papa, fugindo de Roma que fora invadida, estabelece seu trono eclesiástico em Avinhão, França, ficando assim sob a proteção e tutela do rei da França até 1377
- O “Grande Cisma do Papado”.
- 1377 o papa Gregório XI volta à Roma
- 1378 morre Gregório XI assume um papa em Roma e outro em Avinhão (30 anos)
- 1409 - O Concílio de Pisa escolhe um papa único mais os outros dois recusam-se a renunciar e a Igreja fica agora com três papas
- 1504 - O concílio de Constança elege, Martinho V papa único da Igreja
b) A Renascença como movimento de preparação da Reforma:
- Renascimento: séc. XIV, XV e XVI (especialmente depois da 2a 1/2 do séc XV)
Despertar racional de todas as faculdades da natureza humana
- grandes descobrimentos marítimos
- avanços na geografia física
- avanços na astronomia (Copérnico)
- valorização das ciências naturais
- invenção da imprensa (Gutemberg - 1450)
- mercantilismo colonial em substituição do sistema feudal de produção
- transformações políticas na sociedade européia
- retorno à cultura grego-romana e à filosofia clássica
- profundas transformações nas artes plásticas e literatura
- redescoberta do Novo Testamento grego
- o humanismo
Fonte principal:
História da Igreja Cristã - R. H. Nichols
Editora Cultura Cristã - 11a edição, São Paulo, 2000
Adaptado pelo
Rev. João Paulo
Protestantismo
Desdobramentos inicias do protestantismo
1) Luteranos
Martinho Lutero (1483-1546) - Wittenberg, Alemanha
- bases filosóficas no pensamento medieval (Velha Escola)
- consubstanciação na eucaristia pela ubiqüidade (O corpo de Cristo em, com e sob a oblata)
- regeneração batismal que apaga o poder do pecado no homem
- a graça de Deus torna-se irresistível pela graça batismal ou da pregação
- o arrependimento leva o homem á fé
- tutela do Estado cristão para a Igreja
- princípio regulador: tudo que não é proibido na Escritura é permitido no culto
2) Zuinglianos
Ulrico Zuínglio (1484-1531) - Basiléia, Suíça
- forte influência do pensamento humanista
- eucaristia como uma celebração simbólica da graça divina em Cristo
- nega a regeneração batismal
- vê os sacramentos apenas como símbolos
- nega que o pecado original, por si só, leve o homem a condenação
3) Calvinistas
João Calvino (1509-1564) - Genebra, Suíça
- influencia do pensamento agostiniano e humanista (Nova Escola)
- presença real e espiritual de Cristo na eucaristia
- batismo como forma de incorporação na graça da Aliança
- graça irresistível na vocação eficaz
- o arrependimento flui da fé
- Igreja e Estado cristãos trabalham juntos mas com funções diferentes
- princípio regulador: tudo o que não é ordenado nas Escrituras é proibido no culto
4) Anglicanos
Henrrique VIII - 1534, Inglaterra
- um rompimento político sem uma verdadeira reforma religiosa
- influência, nas religiosidade inglesa, das idéias de Wycliff através dos Irmãos Lollardos
- manutenção da estrutura de governo episcopal e de muitas práticas cúlticas romanistas
- forte embate entre calvinistas (puritanos) e anglicanos conservadores
- prevalecimento de uma fórmula confessional de base calvinista (Os Trinta e Nove Artigos)
Os Puritanos
- calvinistas ingleses, muitos deles refugiados em Genebra na perseguição da rainha Maria
- contra os aparatos medievais introduzidos no ritual cúltico da Igreja
- contra a sistema episcopal de governo na Igreja (presbiterianos ou independentes)
- pediam a saída da Igreja de todos os clérigos e membros que não tivessem vida moral condizente com o cristianismo
- responsáveis pela King James Version e pelo “movimento de leitura da Bíblia”
- foram perseguidos pelo Estado e muitos emigraram para os EUA
- participaram de uma revolução político-religiosa e tomaram o poder na Inglaterra
5) Radicais
a) Anabatistas: Conrado Grebel / Feliz Manz - Zurique, Suíça (bíblicos)
b) Menonitas: Meno Simons - Holanda / EUA (bíblicos)
c) Amish: Jacó Ammann - Suíça / EUA (bíblicos)
d) Huteritas: Jacó Hutter - Moravia / EUA (comunitários)
e) Schwenkfeldianos: Gaspar Schwenkfeld - Alemanha / EUA (místicos)
- repudiavam o Erastianismo (o vinculo Igreja - Estado)
- repudiavam o pedobatismo
- eram pacifistas, comunitários, e ascéticos
- tinham inclinações místicas
Reforma Protestante
1517
Calvinistas
1520
Zuinglianos
Luteranos
Anabatistas
1525
Presbiterianos
1560
Anglicanos
1534
Metodistas
1787
Batistas
1612
Rev. João Paulo
1) Luteranos
Martinho Lutero (1483-1546) - Wittenberg, Alemanha
- bases filosóficas no pensamento medieval (Velha Escola)
- consubstanciação na eucaristia pela ubiqüidade (O corpo de Cristo em, com e sob a oblata)
- regeneração batismal que apaga o poder do pecado no homem
- a graça de Deus torna-se irresistível pela graça batismal ou da pregação
- o arrependimento leva o homem á fé
- tutela do Estado cristão para a Igreja
- princípio regulador: tudo que não é proibido na Escritura é permitido no culto
2) Zuinglianos
Ulrico Zuínglio (1484-1531) - Basiléia, Suíça
- forte influência do pensamento humanista
- eucaristia como uma celebração simbólica da graça divina em Cristo
- nega a regeneração batismal
- vê os sacramentos apenas como símbolos
- nega que o pecado original, por si só, leve o homem a condenação
3) Calvinistas
João Calvino (1509-1564) - Genebra, Suíça
- influencia do pensamento agostiniano e humanista (Nova Escola)
- presença real e espiritual de Cristo na eucaristia
- batismo como forma de incorporação na graça da Aliança
- graça irresistível na vocação eficaz
- o arrependimento flui da fé
- Igreja e Estado cristãos trabalham juntos mas com funções diferentes
- princípio regulador: tudo o que não é ordenado nas Escrituras é proibido no culto
4) Anglicanos
Henrrique VIII - 1534, Inglaterra
- um rompimento político sem uma verdadeira reforma religiosa
- influência, nas religiosidade inglesa, das idéias de Wycliff através dos Irmãos Lollardos
- manutenção da estrutura de governo episcopal e de muitas práticas cúlticas romanistas
- forte embate entre calvinistas (puritanos) e anglicanos conservadores
- prevalecimento de uma fórmula confessional de base calvinista (Os Trinta e Nove Artigos)
Os Puritanos
- calvinistas ingleses, muitos deles refugiados em Genebra na perseguição da rainha Maria
- contra os aparatos medievais introduzidos no ritual cúltico da Igreja
- contra a sistema episcopal de governo na Igreja (presbiterianos ou independentes)
- pediam a saída da Igreja de todos os clérigos e membros que não tivessem vida moral condizente com o cristianismo
- responsáveis pela King James Version e pelo “movimento de leitura da Bíblia”
- foram perseguidos pelo Estado e muitos emigraram para os EUA
- participaram de uma revolução político-religiosa e tomaram o poder na Inglaterra
5) Radicais
a) Anabatistas: Conrado Grebel / Feliz Manz - Zurique, Suíça (bíblicos)
b) Menonitas: Meno Simons - Holanda / EUA (bíblicos)
c) Amish: Jacó Ammann - Suíça / EUA (bíblicos)
d) Huteritas: Jacó Hutter - Moravia / EUA (comunitários)
e) Schwenkfeldianos: Gaspar Schwenkfeld - Alemanha / EUA (místicos)
- repudiavam o Erastianismo (o vinculo Igreja - Estado)
- repudiavam o pedobatismo
- eram pacifistas, comunitários, e ascéticos
- tinham inclinações místicas
Reforma Protestante
1517
Calvinistas
1520
Zuinglianos
Luteranos
Anabatistas
1525
Presbiterianos
1560
Anglicanos
1534
Metodistas
1787
Batistas
1612
Rev. João Paulo
Reforma Protestante
- A Reforma Protestante do séc. XVI
1) Lutero - dados biográficos
- nasce em 10/11/1483 - Eisleben, Alemanha
- filho de um mineiro de religiosidade mediana
- 1501 vai para a universidade de Erfurt
- 1505 gradua-se em Artes (prepara-se para o estudo do direito)
- 1505 (17/07) após a morte de um amigo entra para o mosteiro agostiniano de Erfurt
- 1507 é ordenado sacerdote e no ano seguinte vai para Wittenberg
- 1509 gradua-se como bacharel em teologia
- 1512 recebe o grau de doutor em teologia e passa a lecionar em Wittenberg
- 1516 finalmente encontra paz na segurança da justificação pela graça de Deus
- 1517 (31/10) publica suas Noventa Teses na porta da catedral de Wittenberg
- 1521 é excomungado pela Igreja
- morre em 1546 - Wittenberg, Alemanha
2) A plenitude dos tempos para a Reforma
- declínio da Igreja e avanço dos ideais nacionalistas na Europa
- pouca autoridade do imperador Carlos V sobre os Países Baixos
- crise política entre a Igreja e os príncipes dos Países Baixos
- a difusão dos ideais humanistas pela Europa com o advento da imprensa
3) A Seqüência dos principais eventos
- a crise das Indulgências, cobradas desde 1506 para a construção da Basílica de S. Pedro
- a iminente chegada de Tetzel a Wittenberg
- 31/101517 - Lutero prega na porta da Catedral de Wittenberg suas famosas teses
- 1518 a ordem dominicana leva a Roma uma denuncia formal contra Lutero, por heresia
- no mesmo ano o papa Leão X convoca Lutero para Roma
- Lutero não é condenado por interferência de seu protetor, Frederico o Sábio , que conseguiu transferir o julgamento de Lutero para Augsburgo, onde ele se negou a retratar-se.
- 1519 ocorre o debate de Leipzig com Lutero e Karlstadt contra Eck. Lutero no debate é levado a negar a autoridade final do papa acima da Escritura e a admitir que, em alguns pontos, suas idéias eram as mesmas de J. Huss (condenado por heresia) negando assim a infalibilidade do Concilio de Constança
- 1521 Lutero é convocado para Dieta de Worms, recusa-se a retratação por suas idéias, e declara: “Não posso fazer outra coisa. Aqui estou. Deus me ajude. Amém.”
- Lutero é “seqüestrado” por ordem de Frederico e é levado a Wittenberg onde permanece em segurança. A revelia é excomungado e contra ele é expedido mandado de prisão para execução da pena por heresia
- 1522 publica a tradução do Novo testamento para o Alemão
4) As principais bandeiras da Reforma
- Reforma na doutrina
- Reforma na vida
- Reforma na Igreja
- Reforma no culto
a) Autoridade e infalibilidade da Bíblia (sola scriptura)
- somente a Bíblia é regra de fé e pratica dos cristãos
(vida, culto, teologia, Igreja)
- fim da tradição como fonte autoritativa para a Igreja
(purgatório, sacramentos, dulia, etc)
b) Justificação pela graça de Deus (sola gratia)
- apenas a graça de Deus é capaz de justificar o homem sem nenhuma participação das obras
- a graça divina é a segurança da justificação
c) O justo viverá pela fé (sola fide)
- a fé é o único de se alcançar os benefícios da justificação graciosa
- a fé é o único meio de se viver em santificação
d) O propósito do cristianismo é manifestar ao mundo a glória de Deus
- a glória não é da Igreja
- a glória não é do homem
e) Somente Cristo é o cabeça da Igreja
- nega o abuso da autoridade do papa sobre a Igreja embora não pregue o fim do papado
- nega a infalibilidade dos concílios
f) Sacerdócio universal dos cristãos
- acesso direto e imediato dos cristãos a Deus
- iluminação do Espírito Santo na leitura das Escrituras
(livre exame das Escrituras e não livre interpretação)
Rev. João Paulo
1) Lutero - dados biográficos
- nasce em 10/11/1483 - Eisleben, Alemanha
- filho de um mineiro de religiosidade mediana
- 1501 vai para a universidade de Erfurt
- 1505 gradua-se em Artes (prepara-se para o estudo do direito)
- 1505 (17/07) após a morte de um amigo entra para o mosteiro agostiniano de Erfurt
- 1507 é ordenado sacerdote e no ano seguinte vai para Wittenberg
- 1509 gradua-se como bacharel em teologia
- 1512 recebe o grau de doutor em teologia e passa a lecionar em Wittenberg
- 1516 finalmente encontra paz na segurança da justificação pela graça de Deus
- 1517 (31/10) publica suas Noventa Teses na porta da catedral de Wittenberg
- 1521 é excomungado pela Igreja
- morre em 1546 - Wittenberg, Alemanha
2) A plenitude dos tempos para a Reforma
- declínio da Igreja e avanço dos ideais nacionalistas na Europa
- pouca autoridade do imperador Carlos V sobre os Países Baixos
- crise política entre a Igreja e os príncipes dos Países Baixos
- a difusão dos ideais humanistas pela Europa com o advento da imprensa
3) A Seqüência dos principais eventos
- a crise das Indulgências, cobradas desde 1506 para a construção da Basílica de S. Pedro
- a iminente chegada de Tetzel a Wittenberg
- 31/101517 - Lutero prega na porta da Catedral de Wittenberg suas famosas teses
- 1518 a ordem dominicana leva a Roma uma denuncia formal contra Lutero, por heresia
- no mesmo ano o papa Leão X convoca Lutero para Roma
- Lutero não é condenado por interferência de seu protetor, Frederico o Sábio , que conseguiu transferir o julgamento de Lutero para Augsburgo, onde ele se negou a retratar-se.
- 1519 ocorre o debate de Leipzig com Lutero e Karlstadt contra Eck. Lutero no debate é levado a negar a autoridade final do papa acima da Escritura e a admitir que, em alguns pontos, suas idéias eram as mesmas de J. Huss (condenado por heresia) negando assim a infalibilidade do Concilio de Constança
- 1521 Lutero é convocado para Dieta de Worms, recusa-se a retratação por suas idéias, e declara: “Não posso fazer outra coisa. Aqui estou. Deus me ajude. Amém.”
- Lutero é “seqüestrado” por ordem de Frederico e é levado a Wittenberg onde permanece em segurança. A revelia é excomungado e contra ele é expedido mandado de prisão para execução da pena por heresia
- 1522 publica a tradução do Novo testamento para o Alemão
4) As principais bandeiras da Reforma
- Reforma na doutrina
- Reforma na vida
- Reforma na Igreja
- Reforma no culto
a) Autoridade e infalibilidade da Bíblia (sola scriptura)
- somente a Bíblia é regra de fé e pratica dos cristãos
(vida, culto, teologia, Igreja)
- fim da tradição como fonte autoritativa para a Igreja
(purgatório, sacramentos, dulia, etc)
b) Justificação pela graça de Deus (sola gratia)
- apenas a graça de Deus é capaz de justificar o homem sem nenhuma participação das obras
- a graça divina é a segurança da justificação
c) O justo viverá pela fé (sola fide)
- a fé é o único de se alcançar os benefícios da justificação graciosa
- a fé é o único meio de se viver em santificação
d) O propósito do cristianismo é manifestar ao mundo a glória de Deus
- a glória não é da Igreja
- a glória não é do homem
e) Somente Cristo é o cabeça da Igreja
- nega o abuso da autoridade do papa sobre a Igreja embora não pregue o fim do papado
- nega a infalibilidade dos concílios
f) Sacerdócio universal dos cristãos
- acesso direto e imediato dos cristãos a Deus
- iluminação do Espírito Santo na leitura das Escrituras
(livre exame das Escrituras e não livre interpretação)
Rev. João Paulo
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