O Templo do Senhor

O Templo do Senhor
15 anos batalhando pela fé que foi entregue aos santos.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Lamentações 3 : 39

Reflexão 

Lamentações  3 : 39

  “DE QUE SE QUEIXA, POIS, O HOMEM VIVENTE? QUEIXE-SE CADA UM DOS SEUS PECADOS.”


Dentro de cada ser humano existe um desejo insaciável, pois sempre queremos mais e mais; este desejo vem como resultado de uma condição de insatisfação permanente, e isto é fato constatado facilmente com um pouco de observação ao nosso derredor. Por exemplo:  nos queixamos dos nossos pais,  governantes, do sistema de saúde, da educação , do nosso corpo; se é alto ou baixo,gordo ou magro, do cabelo  loiro ou  preto, cacheado ou liso,  longo ou curto; do tempo quente ou frio, seco ou úmido, do sol e da chuva. Em resumo nos consideramos vitima. Diante do exposto há uma pergunta que vem de forma necessária completar e dá sentido a tudo que já foi dito; vitima de quem! Uma queixa é uma insatisfação contra algo que provem de alguém; e as partes envolvidas neste caso, é Deus e os seres humanos;  normalmente nos queixamos de tudo aquilo que achamos que temos razão. É justamente por este motivo que o texto de lamentações nos pergunta e adverte que não temos razão de vivemos nos queixando, pois erramos todos os dias. Ao invés de abrimos os nossos lábios para nos queixarmos de Deus e da vida; deveríamos nos ajoelhar e pedi perdão a Deus por nossos pecados que dia após dias cometemos contra Ele. Nós não somos as vitimas e sim os culpados, como afirma o mesmo autor “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, ...” Lamentações 3 : 22. Então não fique lamentado-se como um coitadinho vitima das situações;  reconheça os seus erros e reconheça a graça de Deus. 

Reflexão 

Lamentações  3 : 39

  “De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados.”




O texto de lamentações 3 : 39 é composto de uma pergunta e uma afirmativa. Com relação a pergunta podemos   subtender dois aspecto: de forma mais simples podemos deduzir que Deus tem interesse nas nossas questões, de forma mais especifica dentro do contexto vemos Deus questionando as causas das queixas. Com relação à afirmativa, encontramos o próprio Deus respondendo a pergunta, sendo assim compondo uma pergunta de retórica onde temos o proponente indagando e respondendo; que deveríamos fazer um introspecção sobre os nossos pecados pois estes são a verdadeira causa nas nossas queixas. A humanidade padece da síndrome do Édem,  onde sempre tem um culpado para transferir as suas responsabilidades.  João 1:8 – “ Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.”              


Pastor: Neilson José da Silva

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Salmo 37:3-5

Reflexão 

Salmo 37: 3


"Confia no Senhor e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado."

Em um mundo onde a traição, é algo corriqueiro e comum; falar em confiar parece absurdo. Entretanto, não é tão absurdo confiar, pois todos os dias querendo ou não temos que confia em alguém ou em algo. Certamente, qualquer um de nós já tomamos algum tipo de medicação no decorrer da vida, e isto é uma prova de confiança, pois confiamos em quem indicou e em que produziu o medicamento. Há pessoas que denomina-se ateu, entretanto não existe uma única pessoa que seja integralmente e totalmente ateu, pois para vivemos temos que confia e isto é crer. Se não acreditamos em Deus, estamos só transferido a confiança para um objeto ou, alguém, ou para nós mesmos. Por este motivo afirmo, é melhor confiar em Deus, pois Ele sabe o que é melhor, tem cuidado de nós e tem provido tudo que precisamos.


Reflexão 

Salmo 37: 4


Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração.

O coração do homem é terra que ninguém pisa, assim afirma um antigo ditado popular. O desejo de realizações dos anseios é natural a todo gênero humano. Entretanto, a maior parte dos desejos do coração não irá realizar-se, para o nosso bem; a Bíblia afirma que “o coração do homem é mal e desesperadamente corrupto”, “não sabemos orar” e “ pedimos mal”. Mas a Bíblia não nos deixa sem saída, na passagem deste Salmo encontramos a resposta para os nossos desejos e anseios do coração, simplesmente precisamos nos deleitar no Senhor que teremos como recompensa a realização dos desejos do coração. A nossa satisfação encontra-se intimamente relacionada com o prazer que temos no Senhor e no que seja do Senhor. Deleitar-se é um estado de satisfação integral, então os nossos desejos já estão sendo realizados quando nos deleitamos no Senhor. E que Deus seja o nosso prazer, conforto e satisfação, e o maior desejo do nosso coração.
 
Reflexão 

Salmo 37: 5


“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará.”

A liberdade é uma das grandes pretensões humana. Porventura existe algum mal em querer ser livre? O problema não é a liberdade propriamente dita; nem o desejo de querer ser livre. A questão é o preço que paga-se em querer chegar a ela. O ser humano geralmente é pretensioso, e crer de forma convicta que sabe o que é melhor. Entretanto, provérbio  14:12  nos diz “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.” Por este motivo deveríamos experimentar entrega a Deus nossos sonho, projetos e principalmente a vida, confiando que Ele sempre fará o melhor. Note que a nossa parte é tão só, entrega e confiar e a promessa é que Deus cuidará de tudo mais. Não deseje liberdade pagando o preço do sofrimento, queira viver na dependência de Deus.       


Pastor: Neilson José da Silva

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Salmo 1:1-3

Reflexão
 
Salmo 1: 1

"Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores."

Como indagamos anteriormente qual a razão de um livro que tem por tema o louvor a Deus começar desta forma? Antes de respondermos isto vamos analisar o verso 1 . neste verso encontramos: Uma promessa, o termo bem-aventurado, que pode ser entendido como: feliz, abençoado ou optou pelo o que é correto. Uma advertência, que torna-se ainda mais enfática pelo ênfase “não anda,nem se detém e nem se assenta”. De uma forma breve podemos entender da seguinte for: Se você deseja ser feliz, abençoado e fazer o correto com relação ao louvor a Deus, antes de abrir  os lábios,  tenho que pensa de onde vem os conceitos utilizados neste louvor.   

Salmo 1: 2

"Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite."

Podemos ver claramente o que o mundo nos propõe.  Uma busca do prazer imediato sem responsabilidade, sem respeito, sem temor nem a Deus ou muito menos aos nossos semelhantes, este tem sido o estilo de vida que o mundo propõe e que muitos dos cristãos têm adotado.   Contra este principio que o Salmo 1:2 vem mostra onde deveríamos encontra prazer. A lei de Deus deveria ser a fonte do prazer de todo aquele que se declara ser filho de Deus. E este prazer deveria vim do ouvi, do meditar e compartilha a palavra de Deus. Entretanto o que vemos são pessoas alienada perdidas sem direção mergulhadas em muitos casos nas migalhas dos livros de auto-ajuda, em detrimento ao alimento solido abundante que vem da fonte inesgotável. Não perca tempo procurando prazeres momentâneos, fúteis e sem propósito; proveniente de pessoas vazias. E que Deus ilumine o caminho das nossas vidas para podemos ver a beleza da sua bendita Palavra.          

Salmo 1: 3
 
“Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.”
 
Sucesso e prosperidade é o lema e anseio de nossa sociedade materialista e consumista. Diante destes dois princípios onde se encaixa “buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça e todas as demais coisas vos serão acrescentadas” Mateus 6:33. O salmo 1:3 trata-se de um conjunto de promessas para todo aquele que adotam estes dois fundamentos: 1-  não se deixa levar por vozes alheias 2- tem o seu prazer na palavra de Deus. Aos tais Deus promete força, sustento, produtividade, firmeza, sucesso e prosperidade para todas as suas ações. Posso afirmar o meu Deus é o dono da prata e do ouro “Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.”.  Não escolha viver na miséria que é existir fora da graça de Deus. 

Pastor: Neilson José da Silva

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Casamento Misto

O Casamento Misto

Dentro de uma sociedade que prega a liberdade total de ações encontramos a Igreja numa situação não muito confortável, pós a mesma não pode andar de conformidade com o padrão vigente e imperante desta sociedade. Está situação torna-se evidente em alguns dilemas em que o povo de Deus envolver-se, este é caso do casamento misto ou jugo desigual.
Para podermos discorrer de forma lógica precisamos primeiramente esclarecer o que seria um casamento misto a principio podemos afirmar que se trata de um relacionamento pessoal e matrimonial de duas pessoas que não professam o mesmo credo, proveniente de religiões diferentes, aplicando esta definição de forma particular seria um relacionamento entre uma pessoa filha do pacto e uma gentil, ou seja, um cristão com um incrédulo. Com relação a isto existe motivo para tanto alarido? Ou polemica? Qual o mal que há entre duas pessoas se relacionarem, ou melhor um homem e uma mulher terem uma vida conjugal. Em geral não existe problema algum. Entretanto para aquilo que Deus estabeleceu como sendo o padrão de povo separado e santo há muitos problemas. Então passemos a analisar segundo esta perspectiva qual seja as implicações para o casamento misto.
No A.T. Deus ordena para que seu povo não se misture com os povos visinhos para a preservação da sua pureza e santidade isto encontramos em : Dn 2:43 “Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão pelo casamento; mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.”; Gn 6:2; Jz 2:6 “tomaram por mulheres as filhas deles, e deram as suas filhas aos filhos dos mesmos, e serviram aos seus deuses.”.
Chegando no N.T. observamos o mesmo padrão no qual o apostolo Paulo estabelece duras observações a qualquer possibilidade desta pratica vejamos II Cor. 6:14-18, pois segundo o texto não pode existir comunhão entre trevas e luz.
Com relação a tudo isto que já vimos podemos concluir o seguinte o que existe na verdade é uma carnalidade evidente dentro do povo de Deus que deveria ser santo porque para muitos, pouco importa a vida piedosa quando da escolha daquela pessoa que será parte integral da própria carne por isto é preciso repensar I Pd. 2:9 o que seja ser povo escolhido nação santa propriedade exclusiva de Deus.
Pr. Neilson José da Silva

A Pena de Morte

Pena de Morte

Atualmente no meio evangélico certamente não existe um assunto que seja mais polemico do que a pena de morte, ou seja, a pena capital. Entretanto de onde provem está polemica? E porque ela é ocasionada? Isto nós tentaremos compreender em poucas palavras .
Tais polemicas são oriundas de diversos seguimentos da sociedade, mais claramente podemos identificar algumas instituições que sempre estão à frente dos manifestos e levantes pulares, tanto no Brasil como no mundo entre estas podemos salientar a Anistia Internacional a qual estar totalmente impregnada com os princípios humanistas os quais militam sem qualquer critério real valido de valorização da vida humana. Devido a isto podemos salientar que muita desta dita valorização é inconsistente ao valor restritivo da pena capital. Outra instituição que se coloca determinantemente contra a pena capital é justamente a Igreja Católica Romana outrora uma velha aliada da mesma a qual já fez uso indiscriminado da tal e hoje a rejeita como um marido que trai a esposa e ainda abandona e difama perante a sociedade.
Aqui chegamos a este ponto com as seguintes idéias: À Anistia Internacional não faz uso de nenhum critério absoluto, e a Igreja Católica Romana a muito anda errante, os protestantes o que pensam. É exatamente neste ponto em que reside o problema por terem uma regra absoluta e um Senhor imutável deveriam ter como resultado uma proposta coesa e exata, isto seria uma conclusão bastante querente. Entretanto não é isto que vemos, mas, sim o oposto, encontramos os protestantes em geral divididos no que diz respeito à pena capital, uns se colocam favoráveis, outros contras e muitos se negam a ter um posicionamento.
Agora surgi uma pergunta, porque ocorre essa divisão no que diz respeito à pena de morte?
Podemos concluir que tal divisão ocorre devido à falta de uma correta interpretação e aceitação dos padrões de justiça que a Palavra de Deus estabelece como regimento perpetuo. E aqueles que se colocam contra a pena capital levantam alguns argumentos tais como:
1- Vivemos na graça e não mais na lei.
2- A lei moral expressa não matarás.
3- Quando é tirada a vida de alguém estamos atentando contra a imagem de Deus.
Em relação aos argumentos supra citados podemos afirmar o seguinte.
1- A pena capital é anterior a própria lei e o decálogo (Gn. 9:6)
2- A lei moral não proíbe a pena capital e sim enfatiza a santidade da vida, ou seja, proíbe de forma objetiva o assassinato.
3- A vida para Deus é tão preciosa que se alguém tira outra, perderá a sua própria, por não estar tão só, atentando contra o seu semelhante e sim por atentar contra a imagem de Deus, é justamente para preservar a imagem de Deus que a pena capital foi instituída (Gn. 9:6).
Entretanto este direito da aplicação da pena capital não pertence ao individuo e sim ao governo legitimamente instituído (Rm. 13:1-4) como a própria palavra estabelece não há autoridade que não provem Deus.
Pr. Neilson José da Silva

Divocio na Bíblia

O DIVÓRCIO NA BÍBLIA

“O resumo de uma posição equilibrada sobre o assunto nos dirá que tudo deve ser feito para manter o casamento”O divórcio tem sido uma das questões mais complexas da atualidade। Muita gente tem até receio de discutir o assunto abertamente – todavia, não se pode esquivar-se deste tema, que tem afetado a Igreja Evangélica। De um lado, os mais conservadores rejeitam o divórcio em toda e qualquer situação, mesmo nos casos de infidelidade conjugal। De outro, os liberais fazem uma releitura dos textos bíblicos que tratam da questão, sob a justificativa de que os tempos são outros e que ninguém deve ser obrigado a sofrer para sempre ao lado de quem não gosta। Diante de tanta polarização, é preciso lançar luz bíblica sobre a questão। Da perspectiva hermenêutica, deve-se ressaltar a importância do casamento registrada em Gênesis 2।18-24, na criação; e em de Deuteronômio 24।1-4, que fala da permissão para o divórcio. Todavia, a direção clara sobre o divórcio, em termos práticos, aparece, sem dúvida, no Novo Testamento. Como é bem conhecido, os textos dos evangelhos sinóticos que tratam do assunto são Mateus 5.31-32; Marcos 10.1-12; Lucas 16.16-18; e Mateus 19.1-12. Destes, o mais detalhado e significativo é aquele registrado por Mateus. Uma análise atenta do texto irá nos mostrar alguns fatos: *O divórcio era comum e fácil já nos dias de Jesus.*Cristo coloca o homem e a mulher em pé de igualdade. Entre os judeus, nenhuma mulher podia divorciar-se de seu marido. *Havia uma discussão entre os rabinos sobre o divórcio no tempo de Jesus. A questão era a interpretação das escolas de Hillel e de Shamai. A primeira aceitava o divórcio por “qualquer motivo”; a segunda, somente por “algo indecente” (ambos a partir da interpretação de Deuteronômio 24.1-4). Jesus posiciona-se do lado dos de Shamai, rejeitando a separação por “qualquer motivo” *Jesus procura mostrar que Deus está mais interessado no casamento do que no divórcio. Por isso, volta a atenção da discussão para a teologia do casamento na criação. Sua postura era clara: o casamento é monogâmico e deve durar por toda a vida.*É preciso dizer que a poligamia ainda era tolerada pelos judeus, pois o Antigo Testamento nunca a condenou.*O pecado praticado no divórcio, conforme Mateus 19, está relacionado com a quebra dos votos do casamento, isto é, a infidelidade.*A certidão dada pelo marido na ocasião da separação da mulher trazia uma frase que permitia a ela um novo casamento. Isso porque os judeus não incentivavam uma vida de solteiro.*Jesus corrige a teologia judaica, afirmando que a base teológica correta é “o princípio” e não “Moisés”. Aqui vemos o ideal cristão de restauração de todas as coisas conforme o princípio.*Como os judeus aceitavam a poligamia, especialmente no caso da escola de Hillel, o homem só adulterava se tomasse a mulher de outro homem.*A postura de Jesus tem a finalidade de proteger a mulher injustamente “despedida”.*Cristo afirmou inequivocamente que um divórcio não válido implica em adultério.Tudo indica que Jesus admite algum tipo divórcio ou de anulação do casamento em Mateus 19. O problema é o sentido de porneia, tradicionalmente traduzido por “prostituição”, cuja interpretação é de fato “imoralidade sexual”. A visão mais conservadora sugere que o termo se referia ao que acontecera antes do casamento – o marido descobria que a mulher não era virgem, e assim anulava o casamento. Outros até sugerem que a idéia fosse a de consangüinidade. A posição mais comum e mais fundamentada entende que Jesus se refere ao depois, isto é, se acontecesse alguma porneia. O termo não é literalmente adultério (moicheia), usado depois no texto. O significado da palavra é amplo e pode referir-se a qualquer tipo de imoralidade sexual. A comprovação dessa imoralidade permitia o divórcio sem culpa por parte do ofendido. Assim, o resumo de uma posição equilibrada sobre o assunto nos dirá que tudo deve ser feito para manter um casamento. Ainda que haja adultério, deve-se buscar restaurar o casal, a menos que isso seja impossível, se uma das partes insiste em viver na “imoralidade sexual”, o que pode englobar uma série de práticas como adultério, homossexualismo, bestialidade, incesto e pedofilia. Infelizmente, o divórcio é um remédio amargo que se toma para evitar viver em bigamia, poligamia e promiscuidade. Todavia, a questão se torna mais complicada diante de I Coríntios 7. A dificuldade é que o texto parece sugerir que a separação é até compreensível, mas o recasamento é inaceitável. É preciso ressaltar desde o início que o contexto é bem diferente do que vemos nos evangelhos. Em I Coríntios 7, o problema principal é o casamento misto. A pergunta que se fazia não era sobre adultério ou traição. A questão era: o convertido a Cristo deveria abandonar seu cônjuge pagão? Com base no versículo 1, parece que alguns cristãos não queriam ter relações íntimas com o cônjuge descrente. Além disso, é importante ressaltar que o casamento misto sempre foi condenado pelos judeus – tanto, que os filhos desses casamentos eram tidos como ilegítimos. O mesmo problema aparece aqui. Alguns cristãos achavam que deveriam separar-se do seu cônjuge pagão para que seus filhos fossem “santos”. Ao lidar com a questão, Paulo mostra-se muito prático. Uma razão para isso era que a lei romana era muito flexível e liberal para com o divórcio. Muitos simplesmente abandonavam o cônjuge. Ao chegarmos ao versículo 10, vemos que Paulo ordena que a mulher não se separe do marido. O texto refere-se à ordem de Jesus e aplica-se contextualmente. Tal orientação destina-se a mulheres crentes que achavam que deveriam deixar o marido descrente. Seguindo o ensino de Cristo, ela não poderia casar-se de novo, pois isso seria adultério, conforme Mateus 19.9. Aqui não houve porneia. No caso de imoralidade o divórcio foi permitido; no caso de um motivo injustificado, como o caso de um cônjuge pagão, o divórcio é proibido. Todavia, caso a convivência ficasse impossível, a separação era aceitável, mas não o recasamento. Assim, o cristão estava proibido de casar-se de novo. A questão parece ser diferente nos versos de 12 a 15. O texto fala agora de cristãos que poderiam ser abandonados pelos cônjuges descrentes. A ênfase é fazer o possível para continuar casado – mas, se o descrente resolvesse separar-se, o cristão não seria culpável (v.15). A dificuldade de interpretação no verso 15 é a frase “debaixo de servidão”. As sugestões são várias: a pessoa estaria livre da lei de Cristo (Mt 19) e poderia divorciar-se; a pessoa estaria livre para separar-se, mas não deveria escravizar-se a nenhum outro cônjuge; a pessoa estaria livre da escravidão do marido; a pessoa, isto é, a mulher estaria livre pela primeira vez para escolher o seu futuro. A frase parece indicar possibilidade de novo casamento, caso um dos parceiros fosse abandonado por um cônjuge descrente que definiu sua situação com outra pessoa. Finalizando, vale mencionar que a frase “chamou para a paz” parece indicar uma expressão rabínica que significaria “fazer justiça sem ser muito legalista”. Isso indicaria a flexibilidade de Paulo neste caso específico.
Luiz Sayão
Teólogo, hebraísta, escritos e tradutor da Bíblia. É também professor da Faculdade Batista de São Paulo, do Seminário Servo de Cristo e professor visitante do Gordon-Conwell Seminary.
Fonte: Revista Eclésia

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O que é Fundamentalismo

O que é Fundamentalismo?

Fundamentalismo se refere a fundamento, alicerce, base, sustentáculo. Normalmente quando este termo é utilizado a idéia a que se reporta é a de ortodoxia, de tradicional, de invariabilidade, de fundamental.
No contexto, ou âmbito, religioso, a origem deste conceito parece ter se perdido no tempo. Porém, um razoável referencial histórico parece remontar ao final do século XIX e início do século XX quando uma corrente filosófica chamada de Modernismo parecia querer desafiar a ortodoxia cristã, ou, pelo menos, procurar conciliá-la com as novas idéias e com os novos pensamentos oriundos de uma mescla de Darwinismo e de um nouveau Racionalismo, este último, por sua vez, derivado do Iluminismo europeu do século XVIII. Esta nova onda de Racionalismo do início do século XX foi a promotora de uma forte eclosão de idéias formadoras de uma outra corrente filosófica, mais radical e agressiva, conhecida como Secularismo. Segundo este último, a existência deve buscar um mínimo de, ou nenhuma, referência em Deus e no sobrenatural a fim de explicá-la. Finalmente, derivado do Secularismo, um outro, e ainda mais agressivo, pensamento filosófico surgiu, sendo chamado de Humanismo Secular, segundo o qual todos os aspectos dogmáticos da religião devem ser evitados.
Foi, precisamente, contra o Modernismo do início do século XX, promotor e facilitador do Ateísmo, que a Igreja Cristã Evangélica norte-americana se levantou a fim de defender o pensamento Cristão. Este movimento Cristão reivindicava, e reivindica, uma inabalável aderência às Escrituras Sagradas, a Bíblia, como o referencial central e insubstituível para a vida dos Cristãos. Este posicionamento resiste à todas as formas de críticas à Bíblia, reafirmando a infalibilidade e inerrância das Sagradas Escrituras. A este movimento Cristão deu-se o nome de Fundamentalismo.
Alguns dos tópicos mais frequentemente defendidos pelo Fundamentalismo Cristão são:
1-A infalibilidade e inerrância das Escrituras Sagradas, a Bíblia.
2-A Divindade de Jesus Cristo.
3-O nascimento virginal de Cristo.
4-A morte e a ressurreição de Jesus Cristo a fim de salvar a humanidade.
5-A segunda vinda de Cristo.
6-A Criação em seis dias literais, segundo o relato bíblico.
7-A Salvação eterna dos cristãos e a condenação eterna dos não cristãos.
Basicamente é esta a definição do Fundamentalismo Cristão, uma simples resposta às múltiplas tentativas de desacreditar a Bíblia e de contaminar a doutrina cristã com idéias e conceitos anti-bíblicos (Evolucionismo, Relativismo, Humanismo Secular, etc.)
Acepções do termo Fundamentalismo que nada têm a ver com os Cristãos.
Alienação
Este é um sentido pejorativo emprestado ao termo Fundamentalismo e que se refere a um falso posicionamento anti-científico do qual os Cristãos Fundamentalistas são frequentemente acusados. O âmago desta acusação diz respeito à resistência que nós Cristãos fazemos contra as asseverações de que a Bíblia possuiria erros e inexatidões, o que comprometeria, segundo os tais críticos, a divindade de sua autoria. Neste ponto o posicionamento cristão deve ser muito firme, pois está se difundindo um movimento crítico, blasfemo e ultrajante o qual assevera que o Senhor Jesus Cristo não teria existido. Há ainda outro movimento que assevera que Jesus Cristo não seria como a Bíblia o apresenta, mas seria um Cristo "diferente". Diante disso podemos, firmemente, citar as Escrituras:
"Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre." Hebreus 13:8
Preconceito
Esta talvez seja a mais desonesta e maliciosa acusação que sofremos por parte de indivíduos completamente mal intencionados. Se somos fiéis aos Escritos Bíblicos, e somos, isto não significa que sejamos preconceituosos, intolerantes ou até mesmo racistas como alguns, mentindo, nos acusam. Ser e estar fiel ao que a Bíblia afirma significa, literalmente, remar contra a maré de um mundo corrompido por toda sorte de injustiças e de perversidades. Não é, pois, de se admirar que pessoas com o coração infectado pelas paixões da atual Sodoma se levantem contra nós e nos acusem, e o fazem porque estranham que não concorramos com eles na concordância e na anuência da devassidão deste mundo. Novamente convém citar as Escrituras:
"Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós." Mateus 5:11
Islamismo
Este é um ponto gravíssimo de toda esta questão, pois é evidente o esforço que muitos inimigos e opositores do Evangelho têm feito no sentido de, falsamente, associar os Cristãos ao chamado Fundamentalismo Islâmico. E este esforço não consegue esconder a real intenção por detrás destas falsas acusações: o ódio e a perseguição contra os Cristãos.
Nada temos a ver com o Islamismo e muito menos com seus movimentos extremistas, como a Al-Fatah, o Hezbollah, a Jihad Islâmica ou a Intifada, todas estas manifestações políticas, militares, ultra-radicais e fortemente beligerantes fundamentadas em conceitos frutos de interpretações do Alcorão, um livro oposto à Bíblia e fortemente anticristão. Em que pese o reconhecimento de que tem havido maliciosas e desonestas intenções de utilizar o Alcorão com finalidades políticas e militares, o fato é que tais escritos suportam este tipo de atitude. É o próprio Alcorão e o Islamismo o responsável pela péssima fama desta religião árabe, haja visto os exemplos nefastos de regimes falsamente teocráticos, ditatoriais e sanguinários, como os regimes do Irã do Aiatolá Komeini, do Iraque de Saddam Hussein e do Afeganistão dos Taliban nos quais o povo os reconhecia como sendo porta-vozes balizados no Alcorão, ainda que tal afirmação não poderia se aplicar a uma maioria absoluta de árabes. E estas citações sem falar na atual onda de terrorismo internacional de organizações ultra-direitistas e fanáticas como a Al Qaeda de Osama Bin Laden.
Esta é uma abordagem bem simples da questão.
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Dr Leadnet